Samora Machel: ética e integridade
Passam hoje, 19 de Outubro, 39 anos que Samora Machel e seus colaboradores de viagem partiram para sempre, naquele fatídico acidente aéreo, em Mbuzine. Ainda me lembro de quão desolador foi receber aquela notícia, não fosse a delicadeza e maturidade com que me foi transmitida a pela direcção da Universidade, onde na altura me encontrava a cumprir uma “tarefa” dada por Samora: “estudar para desenvolver país”. Pois é sim que era Samora Machel; viveu e lutou pelo Povo, com o Povo e para o Povo. É por essa razão, e outras mais, que o seu legado é sempre um chamado à união, à justiça e à dignidade de todos os moçambicanos; porque Samora Machel ensinou-nos, desde crianças, jovens até aos adultos, que servir o Povo é um dever de consciência e não um meio de vantagem pessoal.

Há poucos dias o país falou do combate à corrupção, em Conferência organizada pelo Ministério Público, e aí Samora Machel foi mais uma vez lembrado e citado por muitos. Isto porque combater a corrupção é continuar o legado de verdade, justiça e trabalho honesto daquele que “fundou” o Estado moçambicano; porque quando cada dirigente, servidor público ou cidadão, age com integridade, o sonho de Samora (de um Moçambique digno e justo) torna-se realidade.
Combater a corrupção é honrar Samora Machel; servir o Povo com verdade e integridade, é continuar a luta por um Moçambique justo, permitindo a materialização da independência económica, compromisso assumido pelo Presidente Daniel Chapo.
Hanha Machele!

